Publicado por: Cláudia Vaz em: Junho 21, 2011
Durante este tempo procurei a verdade, corri atrás de um grande amor, passei por pontes que se destruÃam a cada passo que dava, arrisquei e lutei. Lutei com todas as minhas forças e com a vontade de ter a paz desejada, e hoje, não entendo, não percebo porque não dá mais. Sinto um coração desfeito em pedaços, em que cada pedaço existem sentimentos diferentes e me dividem. Estou perdida em lugar algum que me faz recordar todo o passado agradável e me faz ver um presente destruÃdo. Não compreendo! Como isto chegou a este ponto quando o dia-a-dia era fantástico. Estou incapaz de unir os pedaços deste coração sozinha. Preciso da tua mão. Se esta alguma vez voltar!
Publicado por: Cláudia Vaz em: Fevereiro 15, 2011
Pedes-me um tempo,
para balanço de vida.
Mas eu sou de letras,
não me sei dividir.
Para mim um balanço
é mesmo balançar,
balançar até dar balanço
e sair..
Pedes-me um sonho,
para fazer de chão.
Mas eu desses não tenho,
só dos de voar.
Agarras a minha mão
com a tua mão
e prendes-me a dizer
que me estás a salvar.
De quê?
De viver o perigo.
De quê?
De rasgar o peito.
Com o quê?
De morrer,
mas de que paixão?
De quê?
Se o que mata mais é não ver
o que a noite esconde
e não ter
nem sentir
o vento ardente
a soprar o coração…
Pedes o mundo
dentro das mãos fechadas
e o que cabe é pouco
mas é tudo o que tens.
Esqueces que às vezes,
quando falha o chão,
o salto é sem rede
e tens de abrir as mãos.
Pedes-me um sonho
para juntar os pedaços
mas nem tudo o que parte
se volta a colar.
E agarras a minha mão
com a tua mão e prendes-me
e dizes-me para te salvar.
De quê?
De viver o perigo.
De quê?
De rasgar o peito.
Com o quê?
De morrer,
mas de que paixão?
De quê?
Se o que mata mais é não ver
o que a noite esconde
e não ter
nem sentir
o vento ardente
a soprar o coração.
Mafalda Veiga
Publicado por: Cláudia Vaz em: Dezembro 5, 2010
A mentira é um modo de nos protegermos quando sabemos que não estamos a fazer o mais correcto a alguém!
Publicado por: Cláudia Vaz em: Novembro 25, 2010
A depressão dói. Dói sofrer. Dói ver os outros sofrerem por mim. Dói! Dói ver tudo em torno de mim a escapar-me das mãos porque eu deixo. Dói querer mudar e não conseguir. Porquê? Porque os meus olhos não conseguem ver um mundo bom e só vêem o lado mau. Alguém me disse: “Precisas de alguém ao teu lado que te faça ver que a vida vale a pena”. Neste cubo onde não me falta nada sinto-me sozinha. Talvez precise desse alguém, mas ele já não deveria existir?
Publicado por: Cláudia Vaz em: Novembro 25, 2010

Publicado por: Cláudia Vaz em: Novembro 12, 2010
Olho-me ao espelho e o que é que eu vejo? Nada mais nada menos do que um ser igual a todos os outros, com corpo e alma. “Todos diferentes, todos iguais” é uma citação bem conhecida por todos nós, e como ela própria indica somos todos diferentes, tanto de corpo como de alma, mas somos todos humanos (iguais). Confuso? Não.
Olho-me ao espelho e o que é que eu vejo? Um ser com sentimentos e muitas questões. Normal? Mais que normal. Não sou diferente de ninguém nestes aspectos. Mas… onde é que eu sou diferente? Na maneira de ver e levar a vida. Sou a que estou mais correcta com este modo de viver? Não existe “o mais correcto” pois todos temos um carácter com virtudes e defeitos. Mas tudo depende da cabeça de cada um, porque o que eu penso que seja uma virtude para outros pode ser visto como um defeito. Então qual é o meu problema? Eu sou apenas aquilo que os outros vêem de mim mas não quer dizer que eu concorde em tudo…
Estarei eu bem? Para quem já me conhece sabe bem que não, só pelo simples facto de estar a falar para a minha consciência e a transmitir a «todas» as pessoas por escrita. Quero estar bem? Qual é o ser com sentimentos que não quer viver bem o que a vida lhes oferece? Eu sendo um ser, também quero estar bem. O que falta para me sentir feliz? Não vou dizer que não sei, porque sei melhor que ninguém! Preciso de “parar” a cabeça por milésimas de segundos para conseguir perceber onde está o parafuso que perdi. Nestas mesmas milésimas de segundos, já com a ajuda de alguém, coloco o parafuso no sÃtio, apertando bem as ideias para deixar tudo arrumadinho na minha cabeça. Defeito de fabrico? Penso que não… Todos nós passamos por esta fase, mas uns superam melhor que outros. O que preciso para superar? Força e força de vontade, porque ter força é diferente de ter força de vontade.
Rebobinando a cassete… Qual é a maior vontade que um ser tem na terra? É viver bem com o que a vida lhes oferece! O que é que me falta, será a força, a força de vontade ou as duas coisas? Força de vontade é o que não me falta hoje mas amanhã aparece mais uma derrota e deixo-me ir pelos mesmos pensamentos sem quê nem para quê. Existirá a força na mente? Ao longo deste texto o que me apercebi é que é a mente que nos guia para o bem ou mal. Estará a mente com força para enfrentar todas as outras mentes que me rodeiam? (…)
Publicado por: Cláudia Vaz em: Setembro 19, 2010
Mantém a calma. Respira fundo, bem fundo. Sentes alguma coisa?
Volta a respirar, sente a brisa que está no ar e sossega o turbilhão de sentimentos negativos. Consegues sentir alguma coisa?
Tenta, mas não te esqueças que o tempo está a contar…
Não consegues? Força, ganha força, tu consegues! Acredita em ti! Isso, mantém a calma e respira. Os nervos só provocam mau estar e tu tens que sentir o equilÃbrio.
Não deites tudo a perder… Somos todos humanos e todos diferentes. O nosso dever é saber lidar com essas diferenças. Confia. Não te iludas pelo que vês.
Tenta novamente, o tempo está a passar e tu tens que conseguir… Conseguis-te?! Conseguis-te mesmo?
O que é que sentis-te?
Pois é, é isso que quero que sintas. Nada mais que a paz. A guerra não leva à felicidade de maneira alguma. É nisso que tens que pensar para que a vida mude de rumo…
Publicado por: Cláudia Vaz em: Agosto 28, 2010
Publicado por: Cláudia Vaz em: Agosto 9, 2010
A compreensão é um grande dever do Ser Humano, mas acaba por se tornar complicado. Cada palavra que me dizes eu ouço, analiso e compreendo. “A vida é injusta e pequena e só nós é que temos que saber como a tornar mais doce”. Tens toda a razão. Gosto de te ouvir e de ter os teus conselhos, sigo-os, podes ter a certeza, mas nem sempre é fácil. Por vezes acabo por me exceder, mas as tuas palavras estão sempre cá e quando acordo de um terror lembro-me e usufruo delas. “A vida é injusta e pequena e só nós é que temos que saber como a tornar mais doce”.
Sabes amor, penso que já passamos por algumas coisas e sei que vamos atravessar por muitas mais… Mas, vozes de burro não chegam ao céu. Tal como me disseste à uns tempos atrás: “Todo o mal se vai embora quando há amor e força de vontade”. Estou feliz e tu também, como sempre estiveste a meu lado. Temos uma longa vida pela frente, muitos desafios e muitas opções. Mas para quê pensar nisso? Hoje estamos bem, amanhã vamos estar e quando algo de errado se aproximar, basta haver amor e força de vontade, como tem havido até hoje… No meio disto tudo tem apenas que existir a tal compreensão que já existe entre ambos.
Hoje em dia não se pode confiar em ninguém, aquele que se diz muito nosso amigo, na verdade dá facadas nas costas. Tenho pena que cada vez vejo mais essas situações. Mas para quê ligar? “Amigos” na mesma e siga… Temos pessoas em que confiamos totalmente, que sabemos que são os únicos que nos querem bem, por isso… Pela boca morre o peixe e o maior pecado é o da lÃngua. Até agora Deus esteve do nosso lado, porquê? Nunca desejas-te mal a ninguém e eu também não. E como sempre disse, a verdade vem ao cimo e quem comete erros acaba por sofrer mais tarde.
Eu amo-te e sei o quanto me amas. ♥
No meio desta carta confusa vou-me explicar melhor. Sim, a vida é injusta, mas nós até agora soubemos lidar com ela. Custou? Muito. Mas os vencedores saem com um sorriso e nós sorrimos todos os dias. E vamos sorrir sempre, por mais espinhos que a vida tenha.
Publicado por: Cláudia Vaz em: Julho 12, 2010
12 de Julho de 2009 (…)
Um ano mais tarde, 12 de Julho de 2010, naquela madrugada tão esperada, nada podia ser mais perfeito. Debaixo das luzes enfeitadas de uma grandiosa festa, em cima das escadas sagradas onde o respeito e confiança regiam, sentia-se um sopro fresco da madrugada que arrefecia dois corpos a ferver de felicidade e deu-se um sentimento que jamais tinha sentido.
Depois do passado ser consertado e ser levado com o vento, tudo assentou e sim, estamos felizes
Amo-te namorado